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Sábado, 2 de Agosto de 2008
O Mistério da Catarina

Nas minhas idas e vindas por Lisboa passo muitas vezes no chamado "Paço da Rainha" ali ao lado da Campo Santana.

 

À frente do Palácio da Bemposta, hoje ocupado pela Academia Militar, está um busto de Catarina de Bragança, Rainha de Inglaterra entre 1662 e 1685. A maior parte das pessoas não conhece este personagem da nossa história nem sabe que ela chegou a ser regente durante o reinado do irmão D. Pedro II, sendo ambos filhos do rei D. João IV.

 

Pelo que diz a placa, aquele pequeno busto foi uma oferta da rainha Isabel II. Não sei se à cidade ou se a Portugal.

Foi posto naquele local porque, imagino eu, o palácio foi construido quando esta rainha voltou de Inglaterra, depois de enviuvar de Carlos II com quem tinha casado, e era o local onde a Catarina de Bragança vivia e onde tratava de todos os negócios do estado das duas vezes em que foi regente do reino.

 

Não me parece que tenha sido assim um personagem muito importante na nossa história, nem na inglesa. Como diz a wikipédia: "D. Catarina não foi uma rainha popular na Inglaterra por ser católica, o que a impediu de ser coroada. Sem posteridade, deixou pelo menos à Inglaterra a geléia de laranja, o hábito de beber chá, além de lá ter introduzido o uso dos talheres e do tabaco... A sua responsabilidade pela introdução do chá é disputada já que já no ano de 1657, Thomas Garraway o vendia na sua loja de café em Londres na Exchange Alley. Isto aconteceu num período em que a East India Company o estava a vender abaixo dos preços dos Holandeses e o anunciava como uma panaceia para a apoplexia, catarro, cólica, tuberculose, tonturas, epilepsia, pedra, letargia, enxaquecas, parálise e vertigem."

 

Resultado: nem lhe reconhecem a certeza de ter introduzido o costume do chá das cinco...

 

Acontece que sempre que passo no Paço vejo uma flor sempre viçosa colocada nas mãos da rainha.

A minha pergunta é: quem será a/o responsável por este costume?

Seja quem for deve ter uma grande devoção por este personagem quase desconhecido...


Que fica bonito, fica. E eu até gosto de ver...

publicado por dragaobranco às 20:17
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4 comentários:
De * * Grilinha * * a 4 de Agosto de 2008 às 01:04
Se fosse eu já tinha ficado á espreia para ver quem é o admirador ou admiradora da Srª

Gostei de saber mais coisas sobre a dita Srª que não sabia.

De dragaobranco a 4 de Agosto de 2008 às 11:42
sua cusca!!!
De * * Grilinha * * a 5 de Agosto de 2008 às 01:29
Parece que és bruxo
De Patroa a 7 de Agosto de 2008 às 10:33
Olá, Bichinho!
Tal como tu fiquei muito curiosa. Que terá feito Catarina de Bragança para que alguém a brinde todos os dias com uma flor? Bem, fui pesquisar um bocadinho, e mesmo não percebendo muito de História - a minha Constança é que a sabe toda...- cá vão umas dicazitas, retiradas do sítio da RTP citando a Lusa sobre uma Biografia de Catarina de Bragança:
"Enquanto regente do Reino de Portugal, já viúva, Catarina de Bragança teve uma política activa, designadamente na preparação das tropas portuguesas em vista da guerra de sucessão em Espanha, em que Portugal tomara partido por Carlos III. Exerceu a regência em dois periodos curtos, em 1704 quando D.Pedro II, seu irmão foi à Beira e em 1705 quando este adoeceu gravemente. Teve um grande sentido de Estado, era muito activa, manteve a política diplomática de apoio a Carlos III de Espanha, que contava com o apoio tácito de Inglaterra, mas de forma concreta dando os meios necessários às tropas portuguesas. Foi uma mulher forte, ultrapassando conjuras que puseram até a sua vida em risco. Contou sempre com o apoio do Rei D. Carlos II aquando da tentativa de repudio da Corte por ela não poder ter filhos, quer aquando da conspiração papista em que foi acusada de tentar envenenar o Rei para que seu irmão Jaime subisse ao trono e instaurasse a religião católica, sob sua liderança. Será o próprio Rei a desmentir o boato, Jaime sucede-lhe mas não instaura o catolicismo.
Em Londres, foi acompanhada pelos franciscanos arrábidos cujas obras apoiou e mais tarde, em Lisboa, pelos jesuítas, sendo seu confessor o padre Manuel Pires que terá grande influência na regência do Reino.
A capela de Catarina de Bragança em Inglaterra foi o único templo católico de uma personalidade da Corte aberto ao público em terras anglicanas, e além do chá, será uma grande divulgadora da musicalidade portuguesa. "
Efectivamente, segundo a autora, foi mesmo ela que instituiu o céçebre "five o'clock tea"!
A Biografia de Catarina de Bragança é a tese de mestrado de Joana Almeida Troni (Edições Colibri).
Será que te dei alguma pistazinha?
Bjinho

Maria Ventura

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